quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fase casulinho

Eu andei bem sumidinha daqui.
Não por falta de assunto, mas pela constância de assunto mesmo...
Porque dor de amor custa a passar né? Mesmo não sendo amor.
E eu me recolhi, trabalhei bastante, sai sozinha, pensei na vida.
Fui sincera, abri o jogo, desisti de remar contra a maré e pulei fora do barco.
Estou aos poucos voltando as boas, e apesar de não estar 100% sinto que dará tudo certo.
Vou passar mais por aqui.

domingo, 4 de abril de 2010

Dos tempos que andei sumida

Eu andei por um tempo procurando a tal da luz no fim do túnel e nada dela chegar.
Trabalhei feito louca, desde quinta feira do carnaval até 30 de março foram só dois dias de descanso.
Até as dez, onze, meia noite. E o cansaço era visível.
Demorou mas enfim tudo deu certo, e todo o esforço, as noites mal dormidas, os sábados e domingos de Sol que eu perdi foram recompensados.
E eu estou cansada mas bem feliz, sentido que os ventos ainda hão de trazer muita coisa boa.
Porque eu plantei o bem, e estou colhendo o que eu mereço!
=)

sábado, 3 de abril de 2010

Não era amor...

"Se era amor? Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machucava, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o que?
Dizem que as pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, e não pelo amado. É uma possibilidade. Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranqüila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de uma dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. Parece o final de um amor, mas não era amor. . Era algo recém-nascido em mim, ainda não batizado. E quando acabou, foi como se todas as janelas tivessem se fechado às três da tarde num dia de sol. Foi como se a praia ficasse vazia. Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta de imagem, uma luz incômoda no escuro. Foi como estar isolada num país asiático, onde ninguém fala sua língua, onde ninguém o enxerga. Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento. Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responde às minhas próprias perguntas. Eu tenho que ser serena para me aplacar minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto.
Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar com o solo. Eu bati a 200Km/h e estou voltando a pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o ponto. Talvez eu não seja adulta suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?
Eu nunca amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travessos. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo.
Não era amor, era melhor."

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Livro dos Manuais - Parte I

"E os feridos por amor, ao contrário dos feridos em conflitos armados, não são vítimas nem algozes. Escolheram algo que faz parte da vida, e assim devem encarar a agonia e o êxtase de sua escolha.
E os que jamais foram feridos por amor, não poderão nunca dizer: "Vivi". Porque não viveram."

Sobre o Livro dos Manuais

Numa semana de auditoria no shopping em 2008 ganhei o Livro dos Manuais do Paulo Coelho.
É um edição especial que ele fez para esse grupo de Shopping Centers e acabamos pedindo um para responsável pelo marketing com a maior cara de gato de botas.
Li o primeiro manual e me encantei. Fui viajar com as meninas e lemos todo ele a beira da piscinal.
Cada um se identificou numa parte, e identificou as outras em outras partes.
Vou colocando aqui, conforme momento de vida, algum trechinho pra dividir.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Novidades de família

Minha vó teve 5 filhos, não muito nova lá pelos seus 25 anos. 4 homens e 1 mulher.
A mulher em questão é minha mãe, que teve o primeiro filho com 17 anos.
Dai pra frente começou a procriação. São 13 os netos e 9 bisnetos.
Nenhum de nós tem mais de 4 anos de diferença um do outro, nem do último neto pro primeiro bisneto.
E a primeira das primas que teve filho, também com 17 anos, aos 33 anos descobre-se avó.
E eu fiquei tristinha pela minha prima... Ser mãe aos 16 anos não é nada fácil.

Mas o melhor dessa história toda é a Vó, que aos 85 anos virou Tataravó. Muitas gerações juntas né? E todo mundo aqui vivinho da Silva. Ou melhor, vivinho da Rocha.
Isso super merece uma foto que eu bem vou providenciar!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quarta feira de cinzas

E a ressaca de carnaval está brava viu!